Filme "Origens"



O filme escrito e dirigido pelo diretor Mike Cahill (1979) narra a história do jovem biólogo molecular Ian Gray. Ian é um cientista cético e ateu aficcionado por olhos, a ponto de fotografar os olhos de parentes, amigos e conhecidos. Através deste hábito ele conhece Sofi Elizondo, uma modelo que, ao contrário de Ian, não abre mão de suas crenças espiritualistas.




Porém a fixação de Gray por olhos não é apenas um hobby, ele pretende com sua pesquisa elucidar o caminho evolutivo que culminou na formação do olho humano e desta maneira desbancar as crenças de religiosos que acreditam ser tal órgão uma criação divina.


Origens” não é um filme de ficção científica, e sim um drama que pretende mostrar o limiar entre ciência e espiritualidade, ou a inexistência deste limite. Quando estudamos a história da ciência ocidental estamos acostumados a encontrar provas científicas que refutam dogmas religiosos. Mas e se algo espiritual pudesse refutar modelos científicos?


Cada vez mais as ciências flertam com outras formas de conhecimento que não se encaixam no paradigma e metodologia científica. Temos exemplos na Física (Amit Goswani), Biologia (Rupert Sheldrake) e etc.


De uma forma acessível, porém sem cair na leviandade, o diretor se aprofunda nas reflexões filosóficas sobre temas como transgenia e reencarnação. Através de sincronicidades que aparecem em todo o filme, Cahill consegue achar um elo entre assuntos que a priori parecem antagônicos.


O gene mencionado no filme, Pax6, desempenha um papel importante na formação de tecidos e órgãos durante o desenvolvimento embrionário. Principalmente na formação do olho, cérebro e sistema nervoso central. Abaixo um quadro demonstrando alterações similares, relacionadas ao Pax6, na morfologia do olho de várias espécies:





0 comentários:

Postar um comentário